sexta-feira, 11 de junho de 2010

Deixe seu recado após o sinal....



Sabe aqueles dias que você simplesmente não deveria ter saído da sua caminha, quentinha e cheirosinha? Então, hoje está sendo esse dia pra mim... Muito sem saco pras pessoas e é justamente nesses dias que as pessoas decidem ficar educadas e simpáticas. Querem conversar durante a espera do elevador, nos intervalos para o cigarro com papinhos de previsão do tempo, jogos da copa e tal. Pior são aqueles que não percebem que você não está afim de "bater papo", que você está há horas no "hum... sei" e continuam falando até da vida particular deles... Aff! Mega vontade de me enfiar embaixo do meu edredon, desligar o celular e ficar por ali até o corpo doer ou a fome me perturbar...

Sabe o que mais? É exatamente isso que eu vou fazer... Ainda bem que hoje é sexta, posso dormir atééééééé...


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Somos se pudermos ser ainda...


Estou a alguns dias das minhas férias...
Dias que estão sendo aguardados há pouco tempo, afinal tirei férias em Janeiro e agora no meio do ano termino de tirar meus dias não tirados no início deste.
Ando cansada, mas não é cansaço físico é um cansaço mental.
Cansada da dedicação às pessoas que não se dedicam a mim. De me prender a elas com a minha incansável crença de que tudo é para sempre e da incansável (será?!?) confiança e elas não se prendem a mim ou a nada e principalmente não acreditam em mim, na minha pessoa, no meu caráter, nos meus princípios.
Tô cansada de procurar pessoas e não me encontrar em nenhuma dela. Algumas já até me encontrei, mas depois de algum tempo, elas não se encontraram em mim e assim, vai se mais uma amizade, um carinho, um tempo de alegria pro passado. Nada fica ultimamente.
Tô cansada do mundo virtual onde as pessoas só se comunicam por Orkut ou MSN.
Sinto falta das visitas inesperadas, das cartas, dos telefonemas no meio da tarde.
Ando cansada de tantos sonhos e planos onde não realizados por falta de grana e tempo, aff, como estou farta de ficar sem dinheiro.
Nessas férias, planejei um tempo para mim. Um tempo pra limpar meu jardim, cuidar mais de mim, ficar em paz comigo mesma. Voltar a ser a pessoa que não precisa de outras pessoas, voltar a apenas me bastar.
Quero voltar a correr e sentir a sensação do vento no rosto.
Quero sentir que estou na direção certa, mas na verdade estou na contramão.
Quero continuar com forças e energias para nunca parar e se parar, continuar com a sensação de continuo seguindo.
Quero ter dias em que posso acordar cedo, mas não consigo (e não preciso) abrir os olhos. Quero poder ter a companhia de uma garrafa de vinho a noite inteira e varar a madrugada aqui escrevendo o que passa pela cabeça “cheia de álcool” e não me preocupar com hora para acordar... Falando nela, quero poder esquecer que os dias têm horas... Pra quê relógios nas férias????
Quero esquecer que o tempo lá fora corre contra e deixar meu estômago me lembrar que é hora de comer e meus olhos me lembrarem que é hora de dormir.
Quero esquecer as pequenas obrigações e grandes responsabilidades e deixar meus ombros livres, curtir minha casa, meu apto, meu cafofo.
É isso! Tudo que eu preciso. Tempo pra mim, pras minhas idéias e minha cabeça funcionar normalmente como funcionava antigamente.

terça-feira, 7 de julho de 2009

The climb

I can almost see it
That dream I'm dreaming but
there's a voice inside my head saying
You'll never reach it

Every step I'm taking
Every move I make Feels
lost with no direction
My faith is shaken
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high


There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb

The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down But
no, I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments that I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
and I
I gotta be strong
Just keep pushing on
'Cause

There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb

There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb

Keep on moving
Keep climbing
Keep the faith
Baby
It's all about
It's all about the climb
Keep the faith
Keep your faith

Two people...

Quando se conheceram certa noite numa festa qualquer de qualquer pessoa, ficaram mais de quinze minutos apenas se olhando antes de se beijar. Parados num canto, olhos nos olhos, fixos, tentando ler a alma do outro. Uma lágrima chegou a escorrer pelo rosto dela antes que ele segurasse sua nuca e puxasse seu rosto contra o seu e seus lábios colidissem num beijo suave e intenso. Foi um belo encontro.

Na cama seus corpos pareciam ter o encaixe perfeito. Nada ensaiado, pensado, premeditado. Tudo acontecia de forma fluida e sincronizada como se fossem íntimos, amantes de anos com a fome do primeiro encontro. Nunca o desejo fora tão grande e satisfeito. Ele adorava sentir a língua dela em seu mamilo. Ela também.

Ele tinha uma vida. Ela tinha outra. Ele queria uma coisa. Ela queria outra. Ambos se queriam. De formas diferentes. Discutiam. Brigavam. Se amavam.

Noites voavam juntos. Dias ficavam intermináveis separados. Combinavam distância mas não aguentavam ela. Tentavam desesperadamente tolerar suas diferenças, camuflar sua inadequação para o estilo do outro, ao passo que nunca haviam se sentido tão adequados ao lado de alguém.

Ela sofria quando estava longe dele. Ele queria o colo dela. Ela queria o gosto dele. Ele precisava do toque dela. Ela batia em sua cara de raiva. Ele batia em sua cara de tesão. Ela o xingava. Ele puxava os cabelos dela.

Não queriam nada. Queriam tudo. Queriam ir embora pra sempre mas não saiam do lugar. Se despediam e esqueciam minutos depois. Nada fazia mais sentido. Juntos e separados. Ela dizia te amo. Ele dizia te odeio. E vice-versa. Nada era de verdade, mas tudo aquilo era real. E não podiam mais lidar com isso, fosse lá isso o que fosse.

Agora eles vagam soltos por aí.

(Pedro Neschling)